O Ministério da Saúde começou a implementar o teste de biologia molecular DNA-HPV no Sistema Único de Saúde (SUS), neste mês de agosto. Esse é um método muito mais eficaz e moderno para realizar o rastreamento do câncer do colo do útero.
Inicialmente, o teste será ofertado em 12 estados brasileiros: Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Ceará, Bahia, Pará, Rondônia, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul.
A medida é do programa Agora Tem Especialistas e, de acordo com o Ministério da Saúde, a tecnologia é 100% nacional, produzida pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, ligado à Fiocruz.
O teste molecular de DNA-HPV substituirá gradativamente o exame Papanicolaou, também conhecido como preventivo, esse passará a ser realizado apenas para comprovação de casos em que o teste DNA-HPV der positivo para alguns tipos específicos do vírus.
Essa tecnologia consegue detectar e tipar parcialmente 14 tipos do Papillomavirus humano (HPV), identificando a presença do vírus no organismo antes da ocorrência de lesões ou de um câncer em estágio inicial. Dessa forma, possibilita o início do tratamento precoce e aumenta significativamente as chances de cura.
Por sua eficácia, o novo teste também permite ampliar os intervalos de rastreamento por até cinco anos quando o resultado der negativo, enquanto o Papanicolaou precisa ser repetido a cada três anos, após dois anos com resultado negativo. Isso torna o processo mais eficiente e contribui para a redução de custos para o sistema público de saúde. A expectativa é que o teste esteja disponível em toda a rede pública do país até dezembro de 2026.
A professora e coordenadora da Rede Previna-se, Márcia Consolaro, conta que essa é uma medida essencial. “A substituição do exame Papanicolaou pelo teste molecular de DNA-HPV representa um avanço significativo para a saúde da mulher brasileira. Com maior sensibilidade para detectar lesões precursoras do câncer do colo do útero, o novo teste permite diagnósticos mais precisos e contribui para uma prevenção mais eficaz.”
Nova Diretriz
Essa substituição faz parte da proposta da Nova Diretriz Brasileira de Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, que foi apresentada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), no final de 2024, e já tinha sido aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias, no Sistema Único de Saúde (Conitec).
No dia 18 de agosto de 2025, o documento foi publicado e aprovado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde.
A publicação completa das Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero: Parte I – Rastreamento organizado utilizando testes moleculares para detecção de DNA-HPV Oncogênico, pode ser acessada neste link.
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