A Rede Previna-se promoveu um treinamento para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) COHAB e Montese, e para as equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) Santa Maria e Arlei Teixeira do Nascimento Pioneira, em Itaporã, no Mato Grosso do Sul. As atividades ocorreram nos dias 24 e 25 de julho.
O treinamento faz parte das etapas iniciais do novo projeto da Rede Previna-se, intitulado “Autocoleta para teste de HPV como estratégia de promoção da equidade e de diminuição da morbimortalidade por câncer do colo do útero em mulheres negras das diferentes macrorregiões brasileiras”.

O primeiro dia ocorreu no Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação de Itaporã e foi voltado para a divulgação de informações sobre a Rede, o câncer do colo do útero, o vírus HPV (Papillomavirus humano) e orientações em como abordar as mulheres negras elegíveis a participarem do estudo. Já o segundo foi dedicado a acompanhar as ACSs em visitas domiciliares.
A bolsista de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial do projeto, Maria Vitória Felipe de Souza, foi uma das pesquisadoras que acompanhou as atividades em Itaporã. Ela contou que “a realização do treinamento de capacitação para as ACSs representa um passo fundamental para o sucesso do projeto. Muito além de um momento de ensino técnico, essa capacitação promove um espaço de escuta, troca e valorização do papel central que essas profissionais exercem nas comunidades onde atuam. Com isso, as ACSs não apenas se qualificam tecnicamente, mas também compreendem com profundidade o impacto que têm na vida das mulheres atendidas”.
O treinamento também é importante para a equipe da Rede Previna-se. “Mais do que repassar conhecimento, esse momento formativo foi construído como uma via de mão dupla. Ao conhecer a realidade local, ouvimos as vivências, dificuldades e potencialidades do território, o que permitiu ajustar estratégias e fortalecer vínculos. As ACSs foram convidadas a se enxergarem como protagonistas desse processo, não apenas como executoras, mas como peças-chave na mobilização, orientação e acompanhamento das pacientes. Ao se sentirem parte integrante do projeto, as agentes tornam-se multiplicadoras do cuidado, fortalecendo o elo entre os serviços de saúde e a comunidade”, acrescenta Maria Vitória Felipe de Souza.

Em agosto, estão previstos os treinamentos das ACSs de Natal (RN), Recife (PE) e Manaus (AM), centros que também estão envolvidos no projeto.


