A professora e coordenadora da Rede Previna-se, Marcia Edilaine Lopes Consolaro, foi convidada para participar do grupo que elaborou as Novas Diretrizes Brasileiras de Rastreamento do Câncer do Colo do Útero. A solicitação foi realizada por conta de sua expertise e histórico com pesquisas relacionadas a autocoleta para teste de HPV.
A contribuição da professora envolveu recomendações relacionadas à coleta da amostra para o teste de DNA-HPV oncogênico, para a população-alvo do rastreamento e para mulheres em situações especiais.
Além disso, o projeto da Rede Previna-se “Autocoleta e teste de HPV em mulheres não rastreadas para o câncer cervical: estudo multicêntrico de viabilidade no Brasil” também foi uma das bases para a inserção da autocoleta para testes de DNA-HPV nas Novas Diretrizes.
Vale lembrar que o teste molecular de DNA-HPV, que está começando a ser disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), não é um kit de autocoleta, mas uma metodologia de detecção do vírus. A autocoleta refere-se à forma de como a própria mulher pode obter sua amostra para ser analisada pelo teste molecular de DNA-HPV. Porém, a Nova Diretriz estabelece que a autocoleta para realização do teste molecular de DNA-HPV seja realizada em casos específicos.
A professora Marcia Consolaro conta que “como pesquisadora e coordenadora da Rede Previna-se, considero uma honra e uma responsabilidade contribuir para o fortalecimento das políticas públicas de saúde voltadas à prevenção do câncer no Brasil. Participar da construção de diretrizes nacionais baseadas em evidências científicas representa um importante avanço na ampliação do acesso, na qualificação do rastreamento e na promoção do diagnóstico precoce, especialmente, em mulheres sem acesso a unidades de saúde ou que não aceitam a coleta realizada por profissional de saúde, além de populações em situação de vulnerabilidade”.
A Nova Diretriz foi apresentada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2024, propondo substituir o exame de Papanicolaou, também conhecido como preventivo para a prevenção do câncer do colo do útero, pelo teste molecular de DNA-HPV, um exame que possui maior sensibilidade para identificar precocemente o vírus.
A proposta tem aprovação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, e já está sendo oficialmente implementada em 12 estados do Brasil: Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Ceará, Bahia, Pará, Rondônia, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul.
A publicação completa, nomeada como “Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero: Parte I – Rastreamento organizado utilizando testes moleculares para detecção de DNA-HPV Oncogênico”, pode ser acessada no site do Governo, neste link.